Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 03/01/2021
Durante a Idade Antiga, as crianças nascidas com deficiência, vistas como inferiores, eram sacrificadas pelos espartanos. Logo, percebe-se a gravidade do capacitismo, preconceito contra indivíduos portadores de necessidades especiais. Assim, essas pessoas se tornam alvos fáceis de bullying na escola e muitas vezes são excluídas do convívio social, o que destaca a gravidade desse problema.
Primeiramente, é importante ressaltar que as escolas são um espaço essencial para o desenvolvimento do cidadão, visto que, segundo o professor Paulo Freire, “a educação muda as pessoas e pessoas transformam o mundo”. Porém, nos colégios muitas crianças são vítimas de bullying, uma opressão que pode se manifestar por meio de agressões físicas ou verbais e é, por vezes, motivada pelo preconceito. Bem como no filme “Hoje eu quero voltar sozinho”, no qual o protagonista, cego e gay, é vítima de capacitismo e homofobia por parte de seus colegas de classe.
Além disso, o capacitismo também faz com que muitas pessoas com deficiência, vistas como inferiores pelos demais, sejam excluídas do convívio social. Por exemplo, na novela “Totalmente demais”, o personagem Wesley é desprezado pela mãe de sua namorada, que proíbe o namoro dos dois pelo fato dele ser paraplégico. Desse modo, muitos deficientes encontram dificuldade em estabelecer relações sociais e tendem a se isolar da sociedade, o que reforça a exclusão sofrida por eles.
Portanto, fica visível a necessidade de combater o capacitismo no Brasil. Para isso, é necessário que o Governo, pelo Ministério da Educação, promova, por meio de verbas públicas, eventos esportivos nas escolas com a participação de atletas paralímpicos, a fim de mostrar às crianças e aos pais a diversidade e estimular uma maior inclusão das pessoas com deficiência no ambiente escolar. Só assim o capacitismo deixará de ser tão forte no Brasil.