Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, prevê que todos têm o direito de não sofrer discriminação e ser respeitado. Contudo, nem sempre esse direito é respeitado no Brasil. Hodiernamente, o combate ao capacitismo no país passa por desafios, como a ausência de ações governamentais e a educação ineficiente nesse âmbito.

Mormente, é notório que faltam ações por parte do Estado para combater o capacitismo. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, se configura como uma violação ao “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir a todos os direitos indispensáveis, como o respeito. Assim, as pessoas com deficiência são marginalizadas e tratadas como incapazes perante o restante da sociedade. Logo, é inadmissível que isso continue a perdurar.

Ademais, a educação no Brasil é muito precária no auxílio a esse combate. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, “A educação é a única coisa que pode desenvolver senso no indivíduo”. Sob essa ótica, é evidente que a educação exerce um papel fundamental na formação de caráter e na conscientização das pessoas. Diante disso, uma educação inadequada culminará em cidadãos preconceituosos e sem empatia. Dessa forma, é incontestável que isso precisa mudar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses desafios no combate ao capacitismo. Para isso, é imprescindível que as escolas desenvolvam nas pessoas o sentimento de empatia e respeito, por meio de palestras e atividades sociais com contato constante com pessoas com deficiência, a fim de garantir que todos tenham os seus direitos respeitados, como previsto na DUDH. Com isso, o  problema poderá ser uma mazela passada na história do Brasil.