Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

Machado de Assis, em Memória Póstumas de Brás Cubas, retrata o preconceito sofrido por uma personagem deficiente. De maneira análoga, no cenário brasileiro atual observa-se uma semelhante situação no que se refere aos desafios para o combate ao capacitismo. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do preconceito e falta de conscientização.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o preconceito enraizado na sociedade. Desde os primórdios da civilização, em Esparta, indivíduos deficientes eram considerados incapazes e por causa disso eram sacrificados. Nesse contexto, percebe-se que a discriminação não é um problema atual e afeta de maneira direta a qualidade de vida dos portadores. Desse modo, tem-se como consequência à falta de empatia e solidariedade das pessoas a exclusão, falta de acessibilidade, xingamentos como “autista”, “retardado”, “incapaz” no que tange aos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil.

Além disso, vale ressaltar a falta de conscientização. Conforme Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Entretanto, percebe-se que a educação encontra-se falha nesse aspecto, uma vez que o capacitismo na sociedade é gigantesco e a falta de conhecimento sobre as deficiências é maior ainda. Em virtude disso, há, como consequência, muitas vezes a exclusâo de deficientes.             Percebe-se, portanto, que os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil enfrenta barreiras preocupantes. Para amenizar a situação, é interessante que o Ministério da Educação, principal orgão que rege os investimentos nesse setor, atue na formação de palestras em escolas redigidas por profissionais, a exemplo de ensinar crianças e jovens sobre as deficiências. O objetivo desse feito é conscientizar o máximo de pessoas e diminuir o capacitismo. Ademais, a mídia televisiva deve mostrar para o povo a importância de respeitar as diferenças. Somente assim, episódios como o do livro de Machado de Assis não se repetirão.