Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

De acordo com o artigo 5 da Constituição Federal de 1988, todo ser humano deve ser tratado com igualdade, independente de sexo, etnia e deficiência. Ainda assim, ao olharmos para o nosso cotidiano, o capacitismo - preconceito contra deficientes - é velado e identificável em pequenas atitudes. Alguns dos propulsores dessa intolerância é dado pelo desrespeito aos deficientes e pela falta de acessibilidade.

Não obstante, o desrespeito é notável no dia-a-dia quando as vagas de estacionamento, garantidas por direito aos portadores de deficiência, são ocupadas por pessoas sem limitação alguma. Isso faz com que o beneficiário de tal direito concedido tenha que se deslocar a outra vaga que não seja adaptada, podendo gerar acidentes e constragimento.

Outrossim, algumas estruturas de estacionamentos e até de processo de recrutamento, que deveriam garantir a acessibilidade, acabam negligenciando a inserção dos deficientes nesses meios, dificultando cada vez mais o processo de inclusão, seja em um passeio, seja ao procurar um emprego. Essas afirmações de desrespeito e falta de acessibilidade são corroboradas por um estudo realizado pelo blog Comunica que Muda, onde foi apurado que apenas 11% das notícias sobre deficientes são positivas.

Dessa forma, para que as leis que garantem igualdade para os portadores de alguma limitação sejam respeitadas, é necessário que o Governo Federal crie um disk denúncia onde todos que constatarem alguma irregularidade, que não seja oferecido suporte aos deficientes, poderão denunciar. Com isso, a fiscalização averiguará a denúncia e se for confirmada a infração, o infrator receberá uma multa e prestará serviço comunitário.