Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 03/01/2021
O capacitismo é a discriminação de pessoas deficientes. O termo é pautado na construção social de um corpo padrão perfeito denominado como “normal” e da subestimação da capacidade e aptidão de pessoas em virtude de suas deficiências. Tal preconceito afeta negativamente a vida dos portadores, prejudicando sua inclusão no meio social e a sua acessibilidade a determinados locais. (por carência de rampas, corrimãos, etc.) Diversos fatores como a negligência governamental e familiar são agentes para a continuação da problemática. Assim, é necessário a análise desse problema, com destaque em soluções sociológicas.
Inicialmente, cabe abordar a problemática com ênfase em princípios humanistas. De acordo com Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. No entanto, o capacitismo rompe com essa lógica altruísta, pois o bem estar do corpo social é prejudicado. Isso ocorre poque o Poder Executivo não intervém de maneira eficaz, haja vista o gasto com impostos para promover essa mudança de mente. Dessa forma, esse descaso Estatal, representa uma das causas desse impasse.
Ademais, é imperioso pontuar que as falhas na criação do indivíduo também são propulsoras do imbróglio. Dessa forma, o filósofo Aristóteles afirmava que os bons hábitos se formavam nas crianças pelo exemplo dos adultos e, portanto, o princípio do aprendizado era a imitação. Posto isso, interfere-se que caso as famílias não produzam educação acerca do respeito para com o próximo, principalmente com as pessoas portadoras de alguma deficiência, elas se tornarão agentes dos problemas sociais que atingem o século XXI. Assim, urge a criação de campanhas informacionais para a resolução desse quadro.
Em suma, faz-se necessário uma intervenção. Para isso, cabe ao Poder Executivo, por meio de verbas da União, promover palestras e reuniões de pais e mestres com psicopedagogos nas escolas públicas e privadas acerca do respeito e da cautela necessária para com os deficientes, a fim de lapidar o preconceito, uma vez que, quando o ser é orientado na escola, ele levará o conhecimento adquirido para o seu âmbito social. A partir das intermediações pontuadas, o problema será mediado na sociedade.