Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

A youtuber Lorena Eltz, em suas redes sociais, passou a falar de sua bolsa de colostomia a fim de inspirar outros jovens que se achem na mesma situação, trazer mais visibilidade e quebrar tabus a respeito da deficiência. Apesar de ser uma conquista, muitas outras pessoas que possuem diversas deficiências, visíveis ou não, sofrem com preconceitos, exclusões e questionamentos de suas capacidades de viver, tudo isso é chamado de capacitismo. Dessa forma, em razão do silenciamento do tema e de uma lacuna educacional, emerge um grave problema que precisa ser combatido.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que o silenciamento da luta de pessoas com deficiência é um dos motivos para esse problema de capacitismo existir. De acordo com Malala, “só sabemos a importância de nossa voz quando somos silenciados”. Ou seja, ao tratar um problema como tabu, consequentemente ele passa a ser silenciado, deixando assum uma parcela da população sem espaço para se expressar. Então, quando as pessoas com deficiência não tem voz, elas serão excluídas da sociedade, não haverá lugares com acessibilidade, nem profissionais capacitados para lhes oferecer uma vida mais digna.

Em paralelo, outra causa para a configuração do problema, é a lacuna na educação. Segundo o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nesse sentido, se a escola não proporciona uma inclusão deficientes em salas de aula regulares, irá formar adultos com práticas capacitistas. A exemplo disso, após o surto de microcefalia no Nordeste, que ocorreu em 2015, muitos pais optaram por ensinar seus filhos em casa, pois não tem suficiente confiança no preparo das escolas para receber estes alunos.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, as escolas em parceria com as prefeituras devem promover debates abertos ao público, e a escola também deve exigir da prefeitura profissionais capacitados, por meio de concursos para uma melhor seleção, a fim de que a questão do capacitismo no Brasil seja devidamente enfrentado. Tal ação deve, ainda, contar com a criação de uma “hashtag” para ser amplamente divulgada. Para que assim, possa existir outras “Lorenas” no Brasil, que contribuam nessa luta de visibilidade.