Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, ao observar a atual conjuntura da sociedade brasileira, pecebe-se o oposto do que é pregado pelo autor, tendo em vista a discriminação que pessoas portadoras de deficiência enfrentam hordienamente. Portanto, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problematica é medida que se faz urgente.

Basilarmente, é fulcral pontuar que as dificuldades na superação do capacitismo derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos, contudo, isto não ocorre no Brasil. Devido à ausência de atuação das autoridades, a falta de conscientização da população sobre os diferentes tipos de deficiência gera um ambiente propenso à preconceitos infundados e à discriminação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, cabe ressaltar a falta de inclusão e acessibilidade como promotores de uma visão capacitista na sociedade. De acordo com dados do IBGE de 2010, cerca de 46 milhões de brasileiros apresentam alguma deficiência, porém apenas 440 mil possuem trabalhos formais. Com base nestes dados, menos de 1% destes indivíduos estão formalmente empregados. A noção errônea de que portadores de deficiência são menos capazes leva à preconcepções incorretas que resutam em dados infortunosos como este. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de conhecimento sobre o assunto contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o capacitismo e outras formas de discriminação contra deficientes, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério de Comunicações será revertido em campanhas de conscientização sobre os diferentes tipos de deficiência e os problemas do capacitismo. Desse modo, aternuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo de práticas discriminatórias contra portadores de deficiência, e a coletividade estará mais próxima de alcançar a ‘‘Utopia’’ de More.