Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/01/2021
O personagem Quasimodo da obra “O Corcunda de Notre-Dame” cresceu à margem da sociedade em detrimento de sua deficiência física. Muitos brasileiros sofrem discriminação pela sua condição corporal, como o capacitismo. Com efeito, urge que tal prática seja combatida, sobretudo, pelo imposição de modelos de beleza e de capacidade funcional.
Em primeiro plano, é notório o julgamento social estético por quais passam os deficientes físicos ou mentais. Nessa perspectiva, durante a “Belle Epoque” houve uma esteriotipagem de conceitos estéticos no meio social, de modo a definir os padrões de beleza. Desse jeito, alguém que fuja aos padrões de normalidade deveria ser excluído do coletivo e repreendido, conforme teoriza E. Durkheim em seu conceito de anomia social. Contudo, é profícuo que essa concepção histórica seja convertida em uma perspectiva inclusiva em todas as instituições sociais.
Ademais, a sociedade, por vezes, declara atestado de incapacidade funcional holística do indivíduo, uma única deficiência invalida o cidadão por completo ou remete-o a subfunções, como badalar sinos, a citar Quasimodo. Sob esse ângulo, foram criadas instituições de ensino exclusivamente para deficientes, segregando-os dos “normais” e “capacitados”, o que acentua o capacitismo no constructo coletivo. Outrossim, os deficientes devem ser incluídos no processo formativo social, a exemplo do ensino de linguagens de libras em escolas brasileiras.
Portanto, medidas concretas são necessárias para mitigar o capacitismo na sociedade brasileira. Para tanto, é imperativo que ONGs de amparo ao deficiente veicule campanha publicitária anticapacitismo, por meio de propagandas em redes sociais, cujo poder de influência é maior, a fim de conscientizar os brasileiros acerca da problemática. As escolas, por sua vez, devem realizar palestras que estimulem a aceitação e o respeito aos deficientes. Dessarte, a discriminação figurará tão somente nas páginas da literatura.