Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

No século XVIII, Beethoven, um dos maiores compositores e musicistas do mundo, ficara surdo e, mesmo com todas as dificuldades e preconceitos, continuou a compor seus maiores sucessos. Hoje, ainda, de modo semelhante à situação vivenciada  pelo músico, estão em pauta, no Brasil, os desafios para o combate ao capacitismo. Nessa conjuntura, entender o capacitismo e, também, mitigar a sua recorrência é preciso.

Cabe, a priori, entender o capacitismo. Isso porque, pouco é discutido acerca das inúmeras formas -quase imperceptíveis a quem não sofre com elas- de tratamentos incapacitantes de inferiorização de pessoas com deficiências. Um bom exemplo disso é o vídeo, postado em suas redes sociais, no qual Regina Casé e sua filha (com surdez) relatam os diversos modos de capacitismo sofridos por ela que soam comuns a quem os reproduz, mesmo sem intenção de depreciar. Por isso, evidenciar as mais sutis maneiras de preconceito naturalizadas e disseminadas é necessário.

Ademais, mitigar a recorrência desse preconceito é preciso. Isso devido ao fato de que quanto menor a diferenciação entre as capacidades pessoais e interpessoais de alguém, maiores as chances de integração e de sucesso na área de atuação profissional. Tal panorama se evidência, por exemplo, com Stephen Hawking, brilhante físico-teórico americano que, apesar de uma severa doença degenerativa, destaca-se por seu intelecto e já recebeu medalhas de honrarias po suas descobertas.

Destarte, fica claro que é imprescindível atenuar os desafios para coibir o capacitismo no Brasil. Por isso, compete ao Ministério da Cidadania, em parceria com as grandes influências midiáticas, desenvolver propagandas televisivas e campanhas nas redes sociais gratuitas de maior alcance, mediante gravações, fotos e entrevistas com grandes personalidades que tenham deficiências, ao exemplo paralímpico, com fito de motivar a integração social e desmistificar os tabus e senso comum acerca desses. Dessa forma, possibilitar-se-á a ascensão de outros “Beethovens” e “Stephens” com menores chagas por prejulgamentos.