Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/08/2021

No filme “Como Eu Era Antes de Você” narra à história de Will, um jovem tetraplégico depressivo e cínico. A obra mostra o dia a dia de um indivíduo que depende de uma cadeira de roda e como o personagem se sente diminuído, inválido e limitado ao se enxergar nesse estado. De maneira análoga ao longa-metragem, nota-se que não é incomum, pessoas com deficiência física se portar dessa forma, considerando todo o capacitismo a que são expostas. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado à falibilidade educacional e à falta de inclusão social nas mídias.

Em primeiro plano, deve-se levar em consideração que de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,7% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o que seriam cerca de 14 milhões de brasileiros. Nesse contexto, o capacitismo que se encontra inserido na sociedade em conjunto com a falibilidade educacional oprime essa parte da população. Tendo em vista que ainda criança nas escolas, os alunos se deparam com  esse tipo de exclusão, por exemplo, quando algum estudante fica afastado do resto da turma ou não participa ativamente de trabalhos e atividades interativas pelo simples fato de possuir alguma deficiência. Logo, fica enraizado desde pequeno que não se trata de forma normal uma pessoa que não seja “comum” ao olhar dos demais.

Ademais, a falta de inclusão social gerada tanto nos meios de comunicação e nas mídias, intensifica para a não compreensão de que os indivíduos com algum tipo de incapacidade são tão normais como qualquer outro. Principalmente em novelas, filmes e séries que são os entretenimentos mais vistos pela sociedade brasileira. Embora essas histórias sejam abordadas em algum ponto, nunca são mostradas em segundo plano, como se aquela pessoa com privação fosse alguém normal, alguém que estivesse vivendo como todos, e não só como uma pessoa presa ao seu estado físico. Ou seja, mostrar normalidade ao tratar desse assunto, faria com que essa mentalidade de exclusão fosse minimizada ao olhar do público, mas é exatamente o contrario que é exposto para todos, já que geralmente esses personagens são retratados de maneira a serem infelizes e limitados.

Pode-se perceber, portanto, que medidas precisam ser tomadas para diminuir o capacitismo na sociedade brasileira. Sendo assim, o governo federal por meio do Ministério da Educação, apoiado na Lei de Inclusão, devem fortalecer no ensino a presença de professores treinados e qualificados ao atendimento de pessoas com deficiência, que trate os alunos de forma igualitária, mostrando que todos são iguais, independente das diferenças. Além disso, deve-se reformular nas mídias brasileiras a visão que se tem dessa massa, por meio do Ministério das Comunicações, trazendo campanhas que mostre todo o potencial para uma vida normal e plena que se pode ter não importando suas limitações.