Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Na Grécia Antiga, quando um recém-nascido era diagnosticado com alguma deficiência física, ele era exposto à natureza para que morresse. Apesar de não serem praticados atos extremos como esse na sociedade brasileira, pessoas portadoras de deficiência ainda são excluídas do convívio social, o que é chamado de capacitismo. Essa problemática se deve, em suma, à falta de integração dos deficientes nos ambientes e a fatores educacionais.
Primeiramente, é válido ressaltar que a exclusão desse grupo de pessoas é a prática mais comum de capacitismo. Isso ocorre porque os deficientes não são vistos pela maioria como pessoas normais e acabam sendo excluídos. De acordo com a socióloga Hannah Arendt, “Incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro.” Dessa forma, não é suficiente que seja permitido o acesso dessas pessoas aos lugares, mas que elas sejam tratadas como qualquer outro.
Ademais, a falta de informação das pessoas sobre o assunto fomentam o impasse. Segundo o filósofo Platão, “A direção na qual a educação se inicia a um homem irá definir a sua vida futura.” Nesse contexto, é preciso que a população seja educada adequadamente acerca do capacitismo nas suas mais diversas formas, para que as mesmas não reproduzam esse tipo de preconceito.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o problema. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, por meio da autoridade que os seus membros contém, publicar propagandas publicitárias que mostrem atitudes que são veladamente capacitistas, como a exclusão de assuntos que envolvem sexualidade, e que incentivem as pessoas a não praticá-las com os deficientes do seu convívio. Assim, será possível viver em uma sociedade onde as diferenças são respeitadas e os costumes da Grécia Antiga ficarão apenas na história.