Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 09/01/2021
O jogo eletrônico “Detroid: Become Human”, retrata uma realidade fictícia onde máquinas formadas por inteligência artificial, adquirem forma humana, com o surgimento de erros no sistema operacional e a falta de perfeição, são descartados e denominados, Divergentes. Fora da ficção no cenário atual, a discriminação em torno dos deficientes, através da falta de acesso a educação inclusiva e o descaso social. Gerado pela negligência Governamental ao não informatizar o povo, promove a necessidade da discussão do tema “Desafios para o combate ao capacitismo no Brasil”.
É relevante abordar, primeiramente, que as redes de ensino brasileiras, distinguem-se, ao pleitear a inclusão social de portadores com deficiência. A exclusão sociocultural dentro do ambiente educacional, priva a inserção de alunos com limitações, as práticas de desenvolvimento ao conhecimento. De acordo com o filósofo John Locke, em seu livro “Ensaio acerca do Entendimento Humano”, todo ser social nasce como uma “tábula rasa”, e mediante a experiência vivenciada em conjunto civil, preenchem-na. Em respaldo, constata-se, que a falta de vias educacionais direcionadas ao público com limitação, afeta não só relações interpessoais como também a vivência em comunidade humana.
Paralelo a isso, cabe ressaltar o preconceito e a falta de acesso a práticas de lazeres, para com os cidadãos detentores de limitações. O século XIX, marcado pela representação caricata e tenebrosa de indivíduos diferentes a perfeição idealizada fisiológica, isso é, com alterações psíquicas ou corporais, fossem considerados estranhos. Atualmente, o entretenimento é reduzido em áreas públicas pela má infraestrutura, acessível apenas para parte da população - detentora do padrão sugerido no século 19 - pela visão arcaica de que a minoria não precisa ser favorecida. Causando inacessibilidade as zonas de lazer para o uso igualitário, a falta de apoio do Tupiniquim para lutar a favor de mudanças para a promoção do divertimento geral ,impossibilita o fim de atos discriminatórios.
Portanto, pode-se perceber mediante a ratificação dos entraves pertinentes no Brasil, a respeito do capacitismo, o descompromisso do Ministério da Educação em conjuntura ao Ministério de Desenvolvimento Regional. Desse modo, cabe ao Governo e Ministérios, aumentar a contratação de professores para o auxílio a alunos com privações. Por meio de verbas públicas, ampliando assim a porcentagem de matriculados e inclusos na rede pública de educação regular. A efeito de erradicar as discriminações, no que desrespeita o processo de privação a aprendizagem e a convivências socioculturais. Para que assim situações como dos Divergentes não se repitam na nossa sociedade.