Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 05/01/2021

O filme “Extraordinário” apresenta as dificuldades enfrentadas por um menino que apresenta deformidades em seu rosto, o que gera inúmeras situações de preconceito e exclusão. Apesar de triste, essa é uma realidade vivida pela maioria das pessoas que apresentam alguma deficiência, seja física, cognitiva ou mental. Assim, para combater o capacitismo, termo que engloga essas situações desagradáveis, é preciso enfrentar a falta de acessibilidade ao espaço social e o preconceito contra as pessoas com deficiência.

Em primeiro lugar, a falta de acessibilidade ao espaço social para os deficientes é um dos responsáveis pelo existência do capacitismo. Como mostra o filme “Colegas”, em que três amigos com síndrome de Down fogem do instituto para realizarem seus sonhos, a sociedade limita muito o acesso dos deficientes aos espaços sociais. No entanto, essa falta de acessibilidade não diz respeito somente a recursos como rampas, para deificientes físicos, ou leitura em braile, para deficientes visuais, mas também ao envolvimento deles em escolas, teatros ou cinema, que muitas vezes não são preparados para recebê-los e incluí-los.

Outrossim, o preconceito contra as pessoas com deficiência ainda é muito comum na sociedade e gera o capacitismo. Um exemplo disso, é o caso da Lorrane Silva, conhecida como Pequena Lo, em que a digital influencer e comediante foi ofendida e desvalorizada pela sua deficiência, de forma que seu sucesso foi tratado como consequência da pena de seus seguidores, quando na realidade foi consequência do esforço dela. Dessa forma, os deficientes ainda precisam enfrentar a ignorância e o preconceito daqueles que não conseguem respeitá-los, visto que o preconceito dificulta muito a inclusão deles na sociedade.

Desse modo, combater o capacitismo envolve enfrentar a falta de acessibilidade e o preconceito contra as pessoas com deficiência. Para isso, o Ministério da Educação deve garantir acessibilidade aos deficientes, por meio da especialização das escolas e universidades para receber todas as pessoas que quiserem ingressar, o que envolve capacitar os professores e incluir psicólogos na equipe escolar, para que as pessoas com deficiência possam frequentar o mesmo ambiente que todos. Além disso, o governo deve combater o preconceito contra os deificientes na sociedade, por meio da criação de campanhas