Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
É de conhecimento geral que, em nosso país, há tempos, observa-se que o capacitismo é um assunto relevantemente abordado. O filme brasileiro “Hoje eu quero voltar sozinho” de 2014 é um exemplo de tal, onde conta a história de um deficiente visual e as dificuldades e preconceitos sofridos por ele durante sua adolescência, expondo de fácil entendimento. Com isso, surge a questão do combate ao capacitismo, que preocupa sobre à realidade brasileira, seja pela falta de inclusão social por parte da população, seja pelo mercado de trabalho exclusivo.
Ao se examinar o atual cenário brasileiro, percebe-se esteriótipos enraizados na sociedade, onde tarefas como enxergar, andar e falar não fossem uma série de aprendizados e esforços para serem realizadas. Diante disso, a população brasileira trata com indiferença os PcD’s (Pessoas com Deficiências) e as excluem da sociedade, com o preconceito de que tal parcela não possui capacidade o suficiente para viver como pessoas ‘’normais’’, agravando evidentemente o problema.
Outra preocupação constante é a questão do mercado de trabalho exclusivo. Devido ao capacitismo, por não acharem os PcD’s competentes, as empresas possuem apenas 0,9% dessa parcela trabalhando, o que são, relevantemente, números preocupantes e exclusivos da área de trabalho. O mesmo acontece no Ensino Superior, de acordo com o Censo Superior de Educação de 2018, apenas 0,52% cursam alguma faculdade ou curso por medo de sofrerem agressões verbais ou físicas. Isso apenas deixa explícito que a opinião social só agrava a problemática.
Portanto, infere-se que os cidadãos devem obter mais informações sobre o tema vigente do capacitismo. Isso poderá ser feito por meio da busca do que é necessário para a mudança efetiva dessa realidade, com o intuito de colocar em prática tais transformações juntamente com o Estatuto Da Pessoa com Deficiência, obtendo a ampla inclusão dos deficientes no meio social brasileiro. A partir dessas ações, os PcD’s poderão ter pleno acesso aos seus direitos constitucionais e ser cidadãos livres de opiniões.