Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Combate ao capacitismo: do nazismo à “Atypical”

Diante do cenário social brasileiro, nota-se as dificuldades em combater o capacitismo. Destarte, esse fato traz consigo dois desafios socioculturais: poucos programas de aprendizagem voltados ao público deficiente e, o outro, a falta de conhecimento da população a respeito das deficiências - comprovando-se, dessa forma, a necessidade de discutir o assunto abordado.

Dito isso, vale ressaltar que o capacitismo é a discriminação de pessoas, por motivo da condição de deficiência (seja ela física, cognitiva ou mental), de forma a afastá-las das capacidades e aptidões inerentes aos seres humanos. Sob tal ótica, o preconceito - formação de opiniões precipitadas, sem conhecimentos necessários - remonta do governo nazista alemão, o qual criou um processo de esterilização dos indivíduos com determinadas condições congênitas, chamado Lei de Prevenção. Não obstante, atualmente, existem poucos programas direcionados aos deficientes, de maneira a capacitá-los, respeitando seus limites. Sendo assim, essa parcela da população fica excluída socialmente.

Em segunda análise, ao se excluir alguém do convívio social, esta deixa de ter contato com usos, costumes e cultura que a rodeia, vivendo uma realidade paralela. Ao invés de serem vistos como indivíduos que possui algo a acrescentar na dinâmica da sociedade, são enxergados como frágeis e diferentes, porquanto a população, em geral, desconhece suas capacidades, mesmo portando alguma deficiência. Nesse sentido, a série “Atypical” desconstrói tal concepção de inaptidões advindas, por exemplo, de um autista. Nela, um rapaz de 18 anos (Sam), diagnosticado dentro do espectro do autismo, trabalha, estuda e namora, diga-se “normalmente”. Essas atividades, para o brasileiro, são ainda atreladas ao capacitismo, por conta da falta de conhecimento acerca das possibilidades de vida de um deficiente. Devido à essa restrição dos olhares, os deficitários deixam de ser oportunizados.

Portanto, os problemas da exclusão social dos deficientes, bem como a falta de ensejo aos mesmos devem ser minimizados com a criação, pelo Governo, de campanhas valorizativas das capacidades dessa parcela populacional, independente de condições congênitas. A ação será feita por meio das redes sociais oficiais e contará com depoimentos sucintos daqueles que são exemplos de inserção social. O objetivo é combater ao capacitismo no Brasil, reforçando, então, a promoção do bem-estar de todos.