Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Na série “Breaking Bad”  Walter Júnior, filho do protagonista, teve paralisia cerebral quando criança e, por isso, sofre com as limitações físicas e com o preconceito dos seus colegas por ter tido a doença. Em situação antagônica, o que é retratado na ficção é a realidade de milhares de pessoas com deficiência que enfrentam o capacitismo no dia a dia. Esse cenário ainda é um problema, tanto pela ausência do Estado, quanto pela falta de representividade na mídia.

Em primeira análise, a Constituição Federal de 1988, garante o direito ao bem-estar social à todos cidadãos brasileiros. No entanto, a existência do capacitismo nos dias atuais, difere acentuadamente do que está escrito na carta magna, já que a ausência de fiscalização de leis que assegurem os PcD na sociedade, fazem com que essa parcela da população seja cada vez mais niglegenciada. Nesse sentido, reforça o que foi dito pelo jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘O cidadão de papel", que " tais leis residem tão somente na teoria."

Em segunda análise, é necessário pontuar que a exclusão desse grupo na mídia, estimula o preconceito. Segundo a pesquisa TODXS, realizada pela agência Head, a representatividade de pessoas com deficiência em comerciais brasileiro não chegou a 0,12% em 2019, observa-se na leitura dos dados que tais programas são compostos majoritariamente de pessoas sem deficiência, o que invisibiliza quem tem e intensifica a idéia de incapacidade de PcDs. Desse modo, torna-se fundamental o combate a esse imbróglio.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a mitigação do problema. Nessa perspectiva, o governo federal deve reformular a lei de cotas, a fim de aumentar a porcentagem de inclusão de PCDs no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível garantir a diminuição do capacitismo e normalização de pessoas com deficiência em cargos importantes. Assim, indivíduos como Walter Júnior, serão respeitados.