Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
Segundo o sociólogo Durkheim, “o homem mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve o combate ao capacitismo no Brasil, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas capazes de reverter números como a quantidade de casos de bullying contra pessoas portadoras de deficiência. Tal fato permite afirmar que a resolução dos entraves referentes à falta de inclusão dessa parcela da população e o preconceito possibilitará a formação de uma sociedade mais democrática.
Apesar de o filósofo Locke defender que “onde não há lei, não há liberdade”, a sociedade brasileira, somente por meio de sua Constituição Federal, não garante de fato a inclusão. A razão para os entraves que permeiam a série de problemas em questão está na invisibilidade do tema, uma vez que ainda hoje é difícil desconstruir na consciência coletiva algumas crenças acerca das necessidades que algumas deficiências precisam. Isso ocorre pois, inconscientemente a comunidade acredita e segue padrões como, por exemplo, a corponormatividade, que potencializa a discriminação e atrapalha no processo inclusivo e de acessibilidade em ambientes sociais.
Consequentemente, os resultados disso são o preconceito e o bullying. Isso se explica no fato de uma grande parcela da sociedade não procurar informação sobre os desafios que rodeiam a luta contra o capacitismo e a importância de haver igualdade de tratamento. De acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, ao seguir essa ideia fica evidente como a lacuna educacional é de extrema relevância para o combate ao preconceito e consegue ajudar na aceitação individual estética e intelectual.
Portanto, é essencial buscar soluções para combater a falta de inclusão e a discriminação já que como diria Sartre: “o homem tem de se inventar todos os dias”. Inicialmente, cabe à Comissão Nacional da Verdade a tarefa de apurar os casos de desrespeito aos direitos humanos, como previsto no Artigo 1° da DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos), de modo que promova a igualdade e assegure os direitos fundamentais do povo para que seja possível a socialização e inserção de pessoas portadoras de deficiência na sociedade. De modo complementar, o Ministério da Educação deve desenvolver palestras comunitárias nas escolas, com o auxílio de profissionais da educação, a fim de estimular o espírito de fraternidade e consiga cultivar a cidadania na população brasileira. Espera-se que, com ações desse tipo, esse entrave seja amenizado.