Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Segundo dados do IBGE, 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. Atualmente, este grupo ainda é estigmatizado e marginalizado, considerando que apenas 1% dele está inserido no mercado de trabalho. Esta é apenas uma das muitas dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência no Brasil, onde há carência de políticas que efetivamente atendam as demandas deste público, escancarando o capacitismo (maneira preconceituosa, excludente e limitadora de tratar pessoas com deficiência) presente em nossa sociedade.
Antigamente, pessoas com deficiência eram usadas como entretenimento, em apresentações onde o restante da população se divertia às suas custas, os tratando como “aberrações”. Mais tarde, na Alemanha nazista, pessoas com deficiência eram mortas por serem consideradas “improdutivas”. Hoje, felizmente, essas práticas não são permitidas, mas a falta de visibilidade e conhecimento acerca do tema faz com que a população ainda haja de maneira preconceituosa com essas pessoas, agindo como se a deficiência as tornassem inferiores ao restante e considerando como “ato de superação” conseguirem fazer algo comum ao dia a dia de uma pessoa corponormativa.
Apesar de, desde 2015, existir o Estatuto da Pessoa com Deficiência para promover a igualdade de direitos a eles, na prática, este grupo segue desamparado, e se depara com diversos desafios para alcancar, de fato, a equidade de recursos e oportunidades que lhes é legalmente assegurada. Além de não oferecer oportunidades de trabalho, a sociedade capacitista exclui e segrega pessoas com deficiência por falta de acessibilidade. Essa ausência faz com que esse público não possa ocupar variados espaços ou até mesmo desfrutar de momentos de lazer, já que os ambientes não estão preparados para recebê-los.
Diante dos fatos apresentados, é necessário que novas medidas sejam tomadas para combater o capacitismo no Brasil. Cabe a população eleger para cargos políticos indivíduos que possuam, em seu plano de governo, projetos que amparem pessoas com deficiência. Ao Poder Executivo, fica a função de aprovar estes projetos e criar órgãos que administrem sua execução, além de promover programas de conscientização a todos. Desta maneira, pessoas com deficiência poderão gozar do direito assegurado no Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”.