Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, prevê em seu artigo 1º, o estímulo à integração de pessoas portadoras de necessidades especiais ao meio social. Contudo, a realidade brasileira retrata uma situação oposta, principalmente no que diz respeito ao combate ao capacitismo no Brasil. Dessa maneira, isso acontece por conta da ausência de divulgação sobre o preconceito contra pessoas com deficiência nos canais midiáticos. Consequentemente, piorando uma situação omitida pelo Estado por muito tempo.
Primeiramente, deve-se ressaltar a insuficiência de medidas governamentais para impedir a discriminação de portadores de deficiência. Por conseguinte, é possível averiguar que não há uma ação estatal para a divulgação do preconceito com pessoas portadoras de deficiência como um sério problema social. Por consequência, fazendo a população alheia a sua própria existência, ou melhor, tornando cidadãos, que em situação reversa seriam tolerantes, em capacitistas por intermédio da ignorância. Esse panorama, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social” já que o Estado não cumpre a sua função. Essa sendo que membros da sociedade brasileira desfrutem de direitos indispensáveis, como a integração com a sociedade.
Outrossim, é fundamental indicar a segregação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho como impulsionador do capacitismo no Brasil. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último censo demográfico, apenas 1% da população que possui alguma deficiência está empregada. Diante de tal exposto, é apresentado um cenário desolador, aonde empregadores, afetados pela falta de divulgação sobre o capacitismo, recusam a contratação de portadores de deficiência por pensar que são menos capazes. Desse modo, pessoas com deficiência são negadas a porta para inclusão que o mercado de trabalho traz e que poderia colocá-las em posição de maior igualdade em coletividade.
Por fim, é primordial que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a criação de um projeto de divulgação sobre o capacitismo, urge que o Ministério das Comunicações crie, por meio de verbas governamentais, peças publicitarias alertando a população brasileira sobre o preconceito com portadores de deficiência. Além disso, tais propagandas serão difundidas em todos os canais midiáticos explicado: o que é, como perceber quando é feito e como evitar esse tipo de marginalização. Dessa maneira, pessoas com deficiência terão mais suporte da população. Então, tornar-se-á tangível a construção de uma sociedade permeada pela Magna Carta.