Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Com a Exposição Universal de París, no séc. XIX, houve os chamados ‘‘zoológicos humanos’’. Logo, pessoas de diferentes etnias e deficiências eram expostas - muitas vezes em jaulas - como forma de espetáculo para o público vigente. Por conseguinte, tal discriminação se reflete na realidade brasileira, uma vez que a sociedade tecnológica e a estrutura escolar mal preparada corroboram para a permanência do capacitismo.

Em primeiro lugar, é evidente o modo como a população cada vez mais conectada influencia no processo discriminatório. De acordo com o físico alemão Albert Einstein: ‘‘é chocantemente óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade’’. Em concordância desse pensamento, torna-se evidente a necessidade que o jovem tem de se manter fisicamente em padrões midiáticos, uma vez que ‘‘curtidas’’ e engajamentos em redes sociais são mostradas como um sinal de ‘‘status’’ para o indivíduo moderno. Sendo assim, o deficiente sente-se excluído dessa comunidade, haja vista que o mesmo não possui o devido empenho requerido pelas redes.

Outrossim, vale destacar o papel relevante que as instituições de ensino devem ter para manter o conforto do deficiente. Segundo o Instituto Locomotiva, no ano de 2019, 22% dos alunos de São Paulo sofriam ‘‘bullyng’’ em escolas públicas. Com isso, o ambiente acadêmico, que possui uma função de acolhimento, torna-se hostil para jovens incapacitados que procuram um melhor envolvimento coletivo. Ademais, faz-se imprescindível a necessidade de um melhor sistema social no cenário escolar.

Portanto, é de fundamental importância que se tome medidas para manter saudável a realidade do deficiente. Logo, é papel do Ministério da Educação, com o uso de palestras e campanhas públicas, conscientizar crianças e adolescentes acerca da boa convivencia com indivíduos incapacitados, formando assim, jovens que respeitam as demais diferenças. Cabe também ao Estado, através de benefícios fiscais como redução tributária, estimular empresas a empregarem deficientes no setor corporativo, a fim de fixar uma sociedade com oportunidades justas e sem discriminações, como a do século XIX.