Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Na música “Sampa”, Caetano Veloso, renomado cantor brasileiro, metaforiza cantando que “Narciso acha feio o que não é espelho”, ou seja, tudo e todos que se apresentem diferentes mediante ao padrão imposto pela sociedade devem sofrer repressão. Nessa perspectiva, nota-se o crescimento do capacitismo no Brasil, o que faz com que cada vez mais o preconceito, sobretudo contra as pessoas portadoras de alguma deficiência, se aflore no corpo social. Sob essa ótica, ao pautar sobre o capacitismo, desafios, como a exclusão social, devem ser combatidos por meio da empatia, mesmo em um país que prega a discriminação em massa, sendo trabalhada, principalmente, com as crianças.
Nesse sentido, o curta-metragem espanhol “Cuerdas”, retrata a relação harmônia e ingênua entre duas crianças, das quais uma é cadeirante, que além de sofrer com os desafios da locomoção, também vive com a exclusão. Assim, observa-se que o pensamento erudito acerca do capacitismo afeta, sobretudo, o desenvolvimento social e impossibita que pessoas com alguma deficiência viva com mais leveza. Dessa forma, é necessário entender que limitações, físicas ou mentais, não podem ser usadas como justificativas para que a exclusão seja aplicada sobre algum grupo social menos favorecido.
Outrossim, de acordo com o “Ubuntu”, filosofia de vida africana, o sentimento humanitário, de empatia, deve ser valorizado acima de tudo, trabalhando com a cidadania constantemente. Diante disso, o capacitismo não se enquandra em harmonia com atitudes empáticas, visto que reprimir o próximo pelas suas limitações não é um posicionamente moral e ético. Logo, um dos principais fatores que deve ser desenvolvido é a inclusão empática com o público infanto juvenil para a construção de um futuro mais “cidadão”.
Portanto, cabe à Childfund Brasil, instituição que apoia o desenvolvimento de crianças em situação de exclusão e vulneralibidade social, em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, SECOM, promover engajamentos midiáticos, inspirados no “Cuerdas”, mostrando a importância da inclusão social e do respeito recíproco. Ademais, por meio das mídias, como suporte para a criticidade, a parceria feita pode disserminar projetos que dê oportunidades melhores para as vítimas do capacitismo. Como efeito social, com a inclusão e com a convivência baseadas na empatia, o preconceito contra pessoas com alguma deficiência será combatido para que as diferenças sejam superadas e não mais reprimidas dentro da sociedade brasileira.