Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Segundo o filósofo existencialista Friedrich Hegel, o homem é visto como sujeito histórico-social, portanto, sua ação deve ser analisada dentro da coletividade. À vista disso, é esperado que o ser humano tenha construído um mundo com oportunidade para todos. Entretanto, no Brasil, a configuração ideal de vivência não é vista em prática, já que há desafios para o combate ao capacitismo como a falta de inclusão de deficientes no meio acadêmico e de iniciativa de reformas do espaço geográfico.

Em primeira análise, a falta de inclusão de deficientes no meio acadêmico afeta a autoestima de muitos estudantes. Tal afirmativa é exemplificada com a série Glee, na qual o protagonista Artie, cadeirante de rodas, ingressa no time de futebol e é questionado pelo time se seria capaz de jogar. Consequentemente, o personagem é manipulado a acreditar que não tem capacidade de participar de eventos escolares. No Brasil, embora a maioria das instituições educativas participe de torneios diversos, ainda não tem efetividade da particição de cidadãos com deficiência.

Além disso, a falta de iniciativa para a realização de reformas do espaço geográfico para a locomoção de deficientes afeta o direito de ir e vir. Este fato foi demonstrado pela empresa televisiva Rede Globo, que transmitiu a dificuldade que muitos cidadãos tiveram para exercer o voto, devido a ausência de acessibilidade, como rampas e auxiliadores. Conquanto a liberdade de circulação seja obrigação do Estado, o Poder Público não disponibilizou recursos para reverter a situação durante o segundo turno.

Dessa forma, é imprescindível que medidas para reverter os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil sejam providênciadas. Para isso, cabe às escolas incentivarem os estudantes que possuem alguma dificuldade de participarem dos eventos, por meio de cartazes e anúncios, para que haja menos exclusão. Assim, a autoestima desses alunos irá aumentar. Ademais, as prefeituras deveriam reformar os municípios, por meio da disponibilidade de capitais e obras, para facilitar a locomoção de todos. Logo, o direito de ir e vir do cidadão não será afetado.