Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Desde o início da atual pandemia do COVID-19, a humorista Lorrane Silva ganhou destaque nas redes sociais com seus vídeos de humor. Formada em psicologia, a Pequena Lô — popularmente conhecida desta maneira — quebra paradigmas e esteriótipos sociais ao mostrar que pessoas com deficiência também são capazes de possuir destaque e uma vida acadêmica e profissional de grande sucesso. Tendo isto em vista, percebe-se a urgência da implementação de debates sobre capacitismo nas mais diversas esferas da sociedade contemporânea, buscando abrir caminhos para a conscientização e, desta maneira, amenizar os impactos causados pela problemática em análise.
Em primeiro plano, é preciso que se discuta a respeito do termo em debate. Em suma, capacitismo é o preconceito — em suas diversas manifestações e formas — cometido contra pessoas que possuem deficiências físicas e mentais. No Brasil, são poucos os que conhecem o termo e buscam se conscientizar para não cometerem atitudes preconceituosas; é justamente esta falta de conscientização da nação que possui um grande poder destrutivo e que aumenta a falta de importância que deveria ser dada ao movimento que luta contra este preconceito enraizado.
Em segundo lugar, mostra-se necessário possuir conhecimento mediante os impactos causados pelo capacitismo na vida dos que o enfrentam diariamente. Por meio de expressões preconceituosas popularmente conhecidas, agressões verbais ou falta de acessibilidade, a discriminação se faz presente de inúmeras formas. Desde os conhecidos Show de Aberrações do século 19 — em que invalidavam ao extremo pessoas com deficiência — às girias preconceituosas utilizadas pelos jovens, os que lutam contra o capacitismo se sentem invalidados perante a sociedade; muitas vezes, acabam desenvolvendo transtornos mentais como a depressão e distúrbios alimentares generalizados.
Portanto, urge que medidas sejam realizadas para melhorar o quadro atual. É preciso que, por meio de investimentos das Secretarias de Educação municipais, as escolas iniciem debates a respeito do capacitismo e seus impactos negativos. Ademais, cabe ao Governo Federal — com o auxílio de políticas públicas —, em parceria com a mídia, produzir maiores campanhas publicitárias que tenham como porta-vozes pessoas com deficiência. Visando ampliar vozes e espaços por meio da conscientização geral, somente desta maneira o capacitismo será colocado em pauta na sociedade brasileira, que buscará amenizar os impactos causados por um preconceito que muitos não possuem conhecimento.