Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
A Lei da Inércia, formulado por Newton, defende que um corpo tende a permanecer em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Nesse contexto, o Brasil contemporâneo se apresenta estático no que se refere ao combate ao capacitismo. Diante desta perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de legislação e da base educacional deficiente.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o déficit de conjunto de leis presente na questão. Segundo Umberto Eco, “para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de legislação adequada que apoie portadores de comobirdades. Assim, sem base legal, ações de remediações são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão do capacitismo.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da educação. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre indivíduos com deficiência, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com portadores de deficiências e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. A partir dessa ações, espera-se a construção de um Brasil mais tolerante desejado por Umberto Eco e pela população.