Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No filme “O primeiro da classe”, o protagonista, um professor, é portador da síndrome de Tourette. A trama se desenvolve com a discriminação vinda dos outros profissionais da educação e da sua própria família, que questionam sua capacidade de lecionar em um escola local. No entanto, esse preconceito não existe apenas por trás das telas, mas se constata no cotidiano da sociedade brasileira. Por isso, é necessário analisar a causa, consequências e possível medida para que o combate ao capacitismo seja uma realidade e não apenas uma ficção.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o preconceito existente a nível cultural é inegável. Segundo Montaigne em seu livro “Os canibais”, existe o que será chamado de “primitivos” e “civilizados”, onde os primeiros devem se submeter ao ideal de inteligência dos europeus. Paralelamente, a ideia de colocar pessoas com deficiência em uma situação de inferioridade, parte do pensamento eurocentrico vindouro de épocas sombrias da história do mundo; e só mostra o quão no passado ainda se vive.
Consequentemente, a autoestima e os problemas de confiança que os PCD’s (Portadores de deficiência) desenvolvem se manifestam negativamente no seu cotidiano, impossibilitando que eles acreditem em si mesmos, gerando o sentimento de incapacidade. A sociedade a qual não é informada e cuidadosa com a pluralidade existente no país acaba por colocar em risco vidas e espaços que devem ser ocupados por todos.
Portanto, é necessário que haja uma intervenção do Estado para que medidas sejam criadas de forma eficaz. Logo, é necessário que o governo federal crie leis para que preconceitos não sejam tolerados em espaços públicos/privados e as fiscalize. Patrocine palestras em escolas feitas por pessoas com deficiência, os quais serão inseridos no cotidiano da sociedade desde a infância, para que nenhum pensamento superior seja alimentado. Somente assim, será possível garantir que o capacitismo não cresca e que todos possam ser tratados como os primeiros da classe.