Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No Brasil, o preconceito e a desigualdade estão presentes em inúmeros contextos e situações do cotidiano. Exemplo disso é o capacitismo, uma idealização sem fundamentos e enraizada na sociedade, na qual pessoas com deficiências (mentais ou físicas) são rotuladas como inferiores ou incapazes. Xingamentos, descaso, falta de oportunidades e “olhares tortos” são comuns no cotidiano de pessoas que fogem do padrão considerado “normal” pela comunidade, entretanto, não se discute o quanto tais ações podem afetar o indivíduo e o quanto é necessário se criar medidas para combater o capacitismo na sociedade brasileira.
Devido ao extremo enraizamento de tal cultura, que prega a indiferença e descriminação ao que se é diferente, proveniente de um passado no qual ,indivíduos que apresentavam deficiências, eram usados para entreter a plateia em “shows de aberrações”, se torna um desafio ainda maior reverter atitudes de preconceito e bullying que se fazem presentes na sociedade atual. Assim, datas como 03 de dezembro, onde se é comemorado o dia do deficiente, são importantes para que atitudes vinculadas ao capacitismo possam ser colocadas em evidência e assim combatidas.
Exemplo de como tais ações preconceituosas podem ser extremamente prejudiciais, é o filme “Extraordinário” e a série “The good doctor”, que retratam como o capacitismo afeta desde a vida de uma criança com necessidades especiais à até mesmo a vida de um jovem adulto. Além de influenciar negativamente aspectos como, arranjar um emprego, frequentar a escola, cursar uma faculdade ou até mesmo realizar tarefas básicas diárias, por serem nomeados pela sociedade como incapazes e inferiores, tal preconceito, enraizado na sociedade brasileira, pode levar também a consequências ainda mais negativas, como a depressão, ansiedade, crises de pânico e até mesmo ao suicídio.
Portanto, para que os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil sejam superados e uma sociedade mais justa e igualitária seja construida, faz-se de extrema importância que ONG’s, juntamente com o Ministério da Educação, criem projetos que levem até as escolas palestras e relatos, demonstrando a necessidade de se respeitar o próximo, independente das diferenças. Assim, crianças e jovens poderão ter contato com novas formas de se pensar e agir e se tornarão cidadãos mais conscientes e dispostos a melhorar a sociedade em que vivem.