Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Ao longo da história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência hodierna, o preconceito com deficientes físicos e mentais, intitulado capacitismo. A partir de uma análise sobre o assunto, percebe-se que ele está ligado não só ao descompromisso do governo em solucionar esse impasse, mas também à falta de representatividade e debates que tangem o tema.

A priori, vale ressaltar que, segundo o filósofo Platão, mais importante que a existência é a qualidade dela. Análogo a isso, destaca-se que, sem uma legislação rígida a respeito da ingressão de deficientes no mercado de trabalho, esse grupo será cada vez mais discriminado. Outrossim, faz-se mister a discussão acerca da falta de acessibilidade no dia a dia dessas pessoas, como ruas sem rampa ou palestras sem intérprete de libras, por exemplo. Assim, na concepção da sociedade, a negligência com esses indivíduos os tornam limitados e dependentes de ajuda constante.

Ademais, é fulcral pontuar a falta de representatividade com deficientes que não seja os reprimindo ao papel de vítima. Logo, é justo citar a série “American Horror Story”, com uma temporada cuja narrativa é sobre “Freak Show”, circo onde as atrações são deficientes físicos,  retratados como aberrações. Dessarte, esses eventos não se restringiram apenas à ficção e existiram no século passado, uma das raízes do capacitismo da atualidade. Nessa pespectiva, alude-se a ideia do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar que, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Diante disso, é inegável a importância de debates sobre o respeito das diferenças, dentro de casa e nas escolas.

Conclui-se, portanto, que medidas exequíveis precisam ser tomadas. Sendo assim, veículos midiáticos devem abordar o assunto de forma responsável, por meio de novelas e reportagens, a fim de contruibuir com a erradicação de atitudes capacistas. Por conseguinte, cabe ao legislativo brasileiro propor leis de adaptação desse coletivo no mercado de trabalho, como obrigatoriedade de grandes empresas terem um número considerável de deficientes empregados, com o intuito de garantir iguais condições para todos os cidadões. Assim, observar-se-ia um Brasil mais humano e digno.