Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Segundo o empirista John Locke, o ser humano é como uma tábula rasa- ou folha de papel em branco-, isso significa que, todos os seus ideais são frutos da experiência e da busca pelo conhecimento. Analogamente a esse fato, é possível inferir que, o termo capacitismo, descriminação contra as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, é consequência da falta de interesse pelo saber, que acarreta no desenvolvimento do senso comum. Na contemporaneidade, medidas veem sendo tomadas para lutar contra esse preconceito, no entanto o senso comum é um grande desafio para resolução dessa problemática.

Em primeiro plano, é importante destacar que a sociedade possui uma herança histórica preconceituosa, que ajuda a ampliar o capacitismo no país. Dentro de instituições de ensino, é facilmente perceptível atitudes capacitistas, que são herança de tal preconceito. Frases como, “seu autista”, “retardado”, são escutadas cotidianamente, entretanto, são extremamente intolerantes. De acordo informações disponibilizadas pelo site G1 de notícias, esse tipos de atitudes são capacitistas, pois utilizam deficiências como forma de xingamentos e inferiorizarão do individuo.

Em segundo plano, o filme “O extraordinário” retrata com êxito a problemática em questão, visto que, o personagem principal, August Pullman, nasce com uma deficiência, que faz com que tenha deformações faciais. Ao longo da produção audiovisual, é retratado os preconceitos sofridos por esse garoto, que faz com que duvide até mesmo do seu potencial. Apesar da doença não o restringir de realizar nenhuma atividade, a sociedade continua o excluindo da mesma forma, devido à falta de conhecimento e a procura de aprendizado pelo assunto.

Diante do exposto, é necessário que o governo, em conjunto com o Ministério da educação- órgão responsável pela manutenção da saúde pública no país- , desenvolvam o projeto de lei “ procurar, para incluir”, que tenha por objetivo mostra para a sociedade atitudes capacitistas cotidianas, por meio dos veículos midiáticos de comunicação, e como essas ações afetam a vida do individuo que sofrem com de alguma deficiência. Dessa forma esperasse que o preconceito e discriminação, frutos do senso comum, diminuam.