Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
No filme ‘‘Avatar’’, é mostrado um protagonista que perdeu o movimento das pernas e busca formas de ser útil para a sociedade em que vive. Todavia, não é somente na ficção que pessoas com alguma deficiência são retratadas como incapazes de se igualar as demais, posto que, segundo o jornal Estadão, aproximadamente 77% dos portadores de incapacidades físicas já se sentiram desrespeitados ou sobestimados por conta de seu estado corporal. Desse modo, ao analisar esses dados, cabe debater como os estereótipos e a falta de acesso a escolar apropriadas contribui para a permanência do capacitismo( descriminação com indivíduos que possuem alguma limitação ou doenças crônicas).
De início, deve-se destacar que, para August Comte, o darwinismo social é a prova científica de que existem grupos mais evoluídos que os outros e que estes devem assumir o controle da sociedade por conta de suas características. No entanto, apesar dessa teoria já ter sido totalmente refutada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), essa crença ainda está enraizada na sociedade contemporânea, haja vista que, de acordo com a a ONG(organização Não Governamental) PDC, as empresas deixam de contratar anualmente aprixmadamente cinco mil deficientes por justificatvas infundadas de incapacidade do indivíduo. Dessarte, essa crença na corelação entre problemas de desempenho e ‘‘falhas’’ físicas favorece para a permanência do capacitismo.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, segundo o educador Paulo Freire, a educação é o único meio de tornar todos os cidadãos capazes de atuarem como protagonistas na sociedade. Porém, esse idealização não está sendo atingida pelo Estado brasileiro, dado que, pesquisas realizados pelo G1 informam que, apenas 26% das escolas nacionais têm capacidade de ensinar segundo as especificidades dos portadores de alguma incapacidade genetica.ao ponto de que seus estudantes consigam se desenvolver tão bem quanto os outros alunos. Dessa maneira, a falta de infraestrutura para a educação inclusiva é um fator que contribui para a falta de capacitação dos deficientes e, por consequência, para o mantimento desse estereótipo descriminatório.
Portanto, ao analisar essas informações, cabe debater possíveis soluções para essa mazela. Para tanto, é dever do Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Educação criar leis que incentivem as empresas a contratar pessoas com alguma membro comprometido e favorecer a inclusão de jovens com deficiência. Isso pode ser feito por meio da criação que medidas que favoreçam as empresas que contratam um determinado percentual de pessoas com essas carcterísticas, além de destinar verba pública para o melhoramento técnico das escolas. Dessa forma, será possível reduzir o preconceito contra deficientes e melhorar a qualidade de vida de quem possui esses atributos.