Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 07/01/2021

O preconceito já é uma prática enraizada no cenário brasileiro desde o período colonial, condutas pejorativas acometem boa parte das minorias do país, especialmente deficientes. A problemática do capacitismo está em seus desafios para supera-los, pois estes residem nas pessoas, que crescem condicionadas a admitirem limites para a capacidade funcional de certos indivíduos, além da falta de inclusão e acessibilidade nos espaços públicos e particulares.

Primeiramente, no filme “O Rei do Show”, protagonizado por Hugh Jackman, trata de um homem que criou um circo para conseguir ser famoso e deu oportunidade para pessoas com vários tipos de deficiência trabalharem. Porém, analogamente, quando analisamos na perspectiva da realidade, os “Show’s de aberrações”, como eram chamados esses circos, colaboraram para o aumento do bullying e repulsa à essas pessoas, na qual foram invalidadas na sociedade. Assim, percebemos uma questão histórica para o nascimento do capacitismo e as ideias arraigadas nas mentes de alguns sujeitos, que persistem até os dias atuais, categorizando surdos, por exemplo, de incapazes à uma vida plena.

Ademais, a acessibilidade é um direito garantido por lei na constituição, mas infelizmente não é realizado de maneira eficaz em todos os locais. Nesse sentido, em termos de mobilidade urbana, grande parte das calçadas não são padronizadas, com relevos e declives, como também a má distribuição de rampas. Outrossim, há ausência de estruturas de acessibilidade em algumas empresas, o que na conjuntura democrática presente no Brasil, que deveria viabilizar o direito e acesso igualitário a todos, em suma, não está sendo realizado.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar este problema. Cabe ao governo em parceria com o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas, fazer aulões nas escolas -contratando profissionais capacitados na área-, com a finalidade de educar as crianças e adolescentes sobre a importância da inclusão e a autonomia que pessoas com deficiência podem ter. Também, novamente por intermédio de verbas, cada Estado deverá contratar especialistas em mobilidade urbana, com o propósito de refazer o planejamento das ruas e pavimentos, para que fiquem acessível a todos, e controlar as empresas -empregando fiscais-, utilizando multas, a fim de cumprirem com as exigências de acessibilidade. Fazendo assim, com essas soluções, que o combate ao capacitismo seja possível.