Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Marginalização social, degradação histórica e invisibilidade. Muitos são os desafios enfrentados pelos deficientes físicos em território brasileiro. Apesar, da Constituição Cidadã de 1988 afirmar, em seu artigo 5º, que todos são iguais perante a lei, na prática isso não ocorre, carecendo de medidas governamentais que amenizem essa injustiça.
Primeiramente, é válido ressaltar que o capacistismo é histórico, pois os portadores de deficiência são tidos como incapazes e, consequentemente, não há muito esforço da sociedade para integrá-los, tanto na esfera econômica, quanto na esfera pública. Infelizmente, esse grupo é sistematicamente alvo de violência simbólica, termo cunhado pelo sociólogo Pierre Bordiau para comportamentos não necessariamente agressivos, que excluem moralmente minorias.
Por conta disso, esse segmento é automáticamente excluído do espaço público, local, segundo a socióloga Hannah Arendt, de visibilidade, da ação e do discurso. Pois aquele que é marginalizado não exerce plenamente sua cidadania, restringindo sua atuação à esfera privada, como os limites do próprio lar.
Com vistas a integrar satisfatoriamente os deficientes físicos à sociedade, o governo federal via Ministério da Educação(MEC) deve por meio das mídias sociais e tradicionais propagar vídeos que mostrem a possibilidade de protagonismo dos deficientes. Pois, ao retratá- los de maneira positiva, abre-se espaço para a tão almejada mudança de mentalidade.