Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
No livro “Flores para Algernon”, é retratado o cotidiano de Charles, que possui deficiência mental, antes ser voluntário de uma cirurgia revolucionária para aumentar sua inteligência. Ao longo dos relatos, a narrativa demonstra o preconceito sofrido pelo protagonista em todas as fases da sua vida e como isso o afeta no futuro. De maneira análoga à ficção, no Brasil hodierno, pessoas portadoras de deficiências são alvos de exclusão social, ou seja, do capacitismo. Logo, é preciso buscar as causas desse problema.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para garantir o espaço dessa minoria. Nesse sentido, a ineficácia do cumprimento de ações legais, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, nas áreas da educação e do trabalho, por exemplo, corroboram a continuidade da baixa ocupação dessas pessoas no mercado e nas faculdades. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu dever de garantir a igualdade social, o que infelizmente acontece no país.
Ademais, é fulcral apontar a importância da forma como indivíduos com deficiências são mostrados em filmes ou séries. No longa-metragem “Doutor Estranho”, o cirurgião Stephen Strange sofre um acidente de carro e fica incapacitado de usar suas mãos novamente, entretanto, a película não retrata sua deficiência como tema central, pelo contrário, aborda sua personalidade para lidar com os problemas. Desse modo, este tipo de representação leva a população a enxergar essa minoria como pessoas regulares, evitando qualquer tipo de preconceito ou constrangimento.
Portanto, a resolução dos problemas supracitados é imprescindível. Dessa forma, O Ministério da Cidadania - responsável por garantir o desenvolvimento e a assistência social -, a fim de atenuar o cenário de capacitismo no Brasil, deve realizar melhorias no meio social. Isso deve acontecer por meio da criação de uma agência que promova processos seletivos para deficientes em empresas e faculdades, além da realização de palestras públicas, cujo tema deve ser focado no respeito a essas pessoas.