Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

O longa-metragem coreano “37 segundos” trata da história de uma jovem com paralisia cerebral, a qual apresenta limitações físicas, utiliza uma cadeira de rodas para se locomover e luta contra o preconceito social por parte de várias pessoas que menosprezam sua capacidade de realizar tarefas do cotidiano. Todavia, fora do cenário fictício, o capacitismo é um desafio a ser combatido no Brasil por designar preconceitos e violências contra pessoas com deficiências, tanto físicas quanto psicológicas, seja por negligência do Estado em assegurar os direitos das minorias, como também a falta de informação e diálogo por parte da população.

Em primeiro lugar, a indolência estatal impulsiona a problemática. Em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a Contituição Federal pleiteia a importância do respeito ao bem-estar dos cidadãos. Entretanto, há uma divergência entre garantia e direito, haja vista a carência de qualidade de ensino adaptativo nas redes de ensino, como precárias infraestruturas e e falta de qualificação profissional para propiciar ensino inclusivo nas escolas.

Ademais, no período da Idade Média, as pessoas com deficiências físicas ou eram consideradas “aberrações” e eram totalmente excluídas da sociedade, ou eram alvo de atração visual em circos. Dessa forma, urge ressaltar as palavras do filósofo Platão: “O preconceito é opinião sem conhecimento”. De maneira análoga ao pensamento supracitado, as disparidades preconceituosas são frutos de uma enraizada cultura civilizatória mundial, o que torna necessário maior debate por parte da população acerca do assunto, a fim de mitigar tal problemática.

Para reverter tal conjuntura, é mister que o governo, como instância máxima de administração executiva, por meio dos três poderes, crie leis mais rígidas para combater o capacitismo no Brasil. Em adição, o Ministério da Educação deve redistribuir verbas afim de aplicar maior investimento em infraestrutura nas escolas, em capacitação de professores e em inclusão de pontos de apoios psicológicos para alunos especiais, com intuito de abrir um meio facilitador de denúncias sobre violência e preconceito para que as devidas medidas sejam tomadas. Somente assim, é possível que os desafios para combater o capacitismo no país sejam minimizados.