Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Em “O Holocausto Brasileiro”, a jornalista mineira Daniela Arbex revela os horrores do Hospital Colonia de Barbacena, que, no seculo XX, abrigou em condições subhumanas, os individuos vistos como indesejáveis pela sociedade. O hospital, refletia o imaginario darwinista social do periodo, entretanto, no hodierno, são presentes, ainda, práticas de inferiorização e desrepeito à pessoas fora de acordo com os padrões sociais. Assim, erguem-se desafios ao combate ao capacistismo no Brasil, já que, a ignoriancia historicamente, institucionalizou o preconceito, de modo a romper direitos basicos de cidadãos.

Sendo assim, o capacistismo no Brasil, se faz presente em virtude do preconceito, que é naturalizado no imagianario nacional, uma vez nunca combatido. Nesse sentido, o filósofo alemão Theodore Adorno, postula em “A Educação após Auschiwtz”, que era imperativo que a educação se voltasse a noção de igualdade, visando impedir a repetição de horrores passados. Nessa tangente, é entendível que, no Brasil, essa educação falhou. De modo que, mesmo conhecida a necessidade de educar para a descontrução do padrão e da ideia de existência de corpos mais adeptos, o capaciticismo continua parte da sociedade brasileira. Assim, desse desafio, intrelaçado na sociedade, surgem todos os outros, que, cotidianos, afastam as vítimas do pleno exercicio dos seus direitos.

Nesse lógica, o capacistimo se apresenta na sociedade das mais diversas e indiretas formas, se tornando uma parte constante da vida das pessosas com deficiencia, “PCD”. Posto que, com a sociedade não educacada visando o respeito, essa não se constrói visanso a inclusão. A título de exemplo, dados da APAE, Associação de Pais e Amigos dos Especiais, ao mapear os preconceitos sofridos, ouviu mais de duzentas formas cotidianas de capacitismo sofridas, incluindo de piadas até ações burocráticas e governamentais. De modo a iluminar não só o quão presente é o preconceito, mas também o estado constante de agressão que são colocadas as PCD. De forma que, realizar atividades básicas se torna injustamente um desafio, não em virtude de suas deficiencias, mas, sim, da deficiência social e administrativa de praticar a adequada inclusão, e a plena entrega de direitos basicos.

Destarte, urge,então, meios de romper a história capacitista, e suprimir, no cerne, os desafios do combate. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, sob ação do Minestério da Educação, a criação do projeto “Brasil de Todos”. Esse deve articular duas frentes,a educacional e a legislativa. A primeira deve buscar a educação adorniana, incluindo Base Nacional Comum Curricular, tópicos teóricos de igualdade e combate ao preconceito. A segunda, deve instaurar na Camara, com a participação de profissionais capacitados indicados pelo ministério, uma comissão especial que busque e finde mecanismos legais capacitistas. Dessa maneira, poder-se-á construir um futuro inclusivo, e justo em direitos para todos.