Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A Constituição federal de 1988, em seu artigo 5, garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Nessa perspectiva, nota-se na sociedade brasileira um abismo entre o ideal e a prática, visto que, a dificuldade no combate ao capacitismo é uma luta diária do indivíduo que possui alguma deficiência. Sendo assim, urge analisar o pensamento arcaico enraizado e a negligência social e estatal como fatores que influenciam esse quadro.
A princípio, é evidente que tais circunstâncias devem-se a atitude preconceituosa hierarquizada por pessoas que se consideram superiores em uma sociedade padronizada. A respeito disso, a Segunda Guerra Mundial, exemplifica o ápice das distinções, com o massacre nos campos de concentração contra deficientes, negros, homossexuais e analisando, conceituados por Adolf Hitler como “imperfeitos”. Nesse viés, o mesmo pensamento se difundiu como a geração do século XXI, a maioria das crianças e adolescentes crescem sem possuir valores de igualdade e tratando deficiencentes de forma indiferente.
Ademais, outra questão relevante é o desleixo do Estado e a sociedade em normalizar tal ato de discriminação. Destarte, é de suma importante mencionar o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “Os cidadãos de papel”, que afirma: “Os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Assim, o capacitismo se associa a propagação de ódio contra minorias, influenciados frequentemente pela mídia, em estimular um padrão de corpo perfeito. Logo, são atitudes que se caracterizam como falta de empatia e conscientização, o que é inadmissível constitucionalmente e necessidade de intervenção.
Portanto, faz-se fundamental desenvolver medidas que visem a mitigar os atos de capacitismo.Dessa maneira, deve o Estado, responsável por regular e incentivar o desenvolvimento, em parceria com o Ministério da Educação, elaborarem campanhas nas escolas, com o auxílio de profissionais da área, com o objetivo de moldar o pensamento de crianças e adolescentes para inclusão de deficientes na sociedade. Outrossim, deve a Mídia, promover por meio de redes sociais e propagandas de rádio e televisão, campanhas de conscientização, com relatos por quem sofre tal preconceito. A partir dessas ações, espera-se promover um país com cidadãos empáticos e respeitosos a todos.