Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/01/2021

Na Constituição federal de 1988, é dito que todos somos iguais perante a lei. Entretanto, no limiar do século XXI, muitas pessoas sofrem com o capacitismo no Brasil, por terem alguma deficiência. Sob tal ótica, esse cenário é resultado da histórica inferiorização de deficientes em conjunto com insuficientes representações desses indivíduos em obras midiáticas.       Inicialmente, o crime de tratar como inferiores seres humanos, com alguma deformação, é um dos graves causadores desse problema. Nesse sentido, durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha nazista, vários deficientes eram usados como cobaias em experimentos científicos. Consequentemente, na atualidade, muitos descasos continuam a ocorrer, como quando não há acessibilidade e inclusão suficientes, para que esses indivíduos possam viver de acordo com a dignidade humana.

Outrossim, a escassez de representações, em criações reproduzidas nas grandes mídias, de pessoas com deficiência, é decisiva para a ocorrência dessa problemática. Nessa perspectiva, no filme e desenho “X-man” é mostrado um dos heróis que é cadeirante, professor Xavier, que apesar de não ter controle de suas pernas não deixa de ser muito poderoso. Dessa forma, por ainda existirem poucos exemplos, principalmente, crianças e adolescentes deficientes idealizam os “corpos perfeitos” de outros heróis, fazendo com que eles próprios acabem se inferiorizando, reduzindo a vontade de mostrar suas qualidades em sociedade.

Em suma, são indispensáveis medidas que atenuem essa contrariedade. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação, oficialize um evento nas escolas, que possa demonstrar como é a diária de pessoas com alguma deformação, fazendo-os andar de cadeira de rodas, olhos vendados ou tampões nos ouvidos, durante todo o evento. Com isso, eles poderão perceber que, apesar das dificuldades, é possível ser tratado com igualdade, como é assegurado na Carta Magna.