Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
No livro “Como eu era antes de você”, da escritora Jojo Moyes, há uma abordagem ficcional da história de Will, um homem cheio de vida e aventureiro que devido a um acidente de trânsito torna-se cadeirante. Nesse sentido, retrata-se, na ficção, a limitação física como uma incapacidade, uma limitação, uma depreciação do corpo, tal como uma representação do quão deprimente é estar nas condições, ditas como vulnerabilidade e dependência. Nessa vertente, nota-se, na contemporaneidade brasileira, similaridade com a ficção no que diz respeito ao senso comum social relacionado a impossibilidades e limitações dos deficientes, bem como discriminação no que tange a normatização corporal.
Em primeira instância, convém ressaltar o senso comum brasileiro referente a impossibilidades e limitações dos seres, apenas pela condição de deficientes. Nessa continuidade, observa-se que como limitações e impossibilidades, vislumbradas pelos ditos “normais”, pautam-se imprescindivelmente na falta de acessibilidade urbana pelas irregularidades normativas de ruas e passeios, pela ausência de elevadores em locais que adolescente tal, bem como recurso barreiras e percalços que passam despercebidos por aqueles que desviar dessas inutilidades. Dado isso, verifica-se que o combate ao capacitismo nesse âmbito social seriamente viabilizado mediante ações governamentais fiscalizadoras e legitimadoras. Diante disso, interess-se uma ruptura com a filosofia sartriana que define o conceito de Má-Fé como o ato de abster-se dos sociais.
Em segunda instância, cabe saliente a discriminação recorrente referente a normatização corporal. Nesse contexto, exprime-se funcionalidade apenas para corpos que determinada regularidade e banalização-se aqueles que divergem das amplas funções biológicas. Nessa lógica, identifica-se tal discriminação no filme, estreado em 2020, “Convenção das Bruxas”, no qual se retrata as bruxas como portadoras de deficiência física, de modo a ajudar na perpetuação opressiva já no universo infantil. Em função disso, o filósofo Foucalt detalha a ideia de Biopoder, no qual se associa à criação de patologias para corpos que saem da normalidade, haja visto que a normalidade adequa-se ideologicamente a produção e a funcionalidade industrialmente.
Diante desse cenário, faz-se imprescindíveis ações que sejam aptas para combater o capacitismo enraizado no contexto brasileiro. Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania, por intermédio de verbas governamentais, ministre palestras elucidativas, nos auditórios municipais, que compartilhem e ensinem, em todas as faixas etárias, cada um a seu modo, sobre o preceito de que a capacidade é uma ideologia difundida socialmente e todos são aptos a exercerem sonhos, funções e serviços. Tudo isso com o fim de reestruturar parâmetros divergentes da filosofia de Foucalt na nação brasileira. brasileira.divergentes da filosofia de Foucalt na nação brasileira. Assim como também é necessário estabelecer uma reeducação sobre diferenças das diferenças de cada ser. Tudo isso com o fim de romper com discriminação social, bem como reestruturar parâmetros divergentes da filosofia de Foucalt na nação brasileira.