Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 09/01/2021
O filme Extraordinário, relata a história do personagem Auggie, portador de uma deformidade facial que enfrenta bullying e preconceito por parte dos novos colegas de classe. Desse modo, os desafios para combater o capacitismo no Brasil se mostra um grande problema. Apesas dos esforços para coibir essa prática, a luta contra o capacitismo representa um enorme desafio. Pode-se dizer, então, que o bullying e a falta de representatividade são os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, deve-se resaltar a ausência de enfrentamento do bullying nas escolas, essa prática afeta diretamente as pessoas com deficiência. Segundo o professor Paulo Feire, o papel da educação é transformar o indivíduo, evitar injustiças, incentivar a tolerância e a convivência com o diferente. Devido a falta de combate, calúnia e agreções verbais disfarçadas de piadas afetam o psicológico das vítimas. Dessa forma, a experiência escolar se torna desagradável, causando danos psicológicos.
Outrossim, a falta de representatividade também pode ser apontada como responsável pelo problema. De acordo com a Constituição Federal, todos somos iguais perante a lei. Acerca disso, nem sempre o Estado democrático de direito faz valer a representabilidade de minorias ou de grupos que não ocupam cargos de prestígio e representação social. Nesse sentido, muitas vezes, os representantes que ocupam áreas de poder não representam à todos, sendo assim, não sendo inclusivo quando se trata ao interesse de pessoas com deficiência.
Infere-se, portanto, assegurar e combater o capacitismo no Brasil, enfrentando o bullying e a falta de representatividade. Sendo assim, a escola como instrumento de ensino, deve organizar palestras e atividades com psicólogos que possam combater o bullying, a fim de que essa prática seja extinta do ambiente escolar. Além disso, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, reparando o déficit de representação de pessoas com necessidades especiais com ações afirmativas, que eliminem a desigualdade, a descriminação e marginalização histórica. Para que assim a história não se repita como na ficção.