Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/06/2022

Na Roma Antiga, em Esparta, os bebês e as pessoas que adquiriam alguma deficiência eram lançados ao mar ou em precipícios, por não serem úteis para o corpo social. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, os desafios para o combate ao capacitismo são constantes, os quais ocorrem, evidentemente, devido à ausência de equalização de direitos, assim como o preconceito intrínseco na sociedade.

Preliminarmente, é pertinente elencar que a escassez de equidade é um promotor desse problema. Sob esse ângulo, conforme o artigo 5º, da Constituição Federal de 1988, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Entretanto, indubitavelmente essa prerrogativa não é efetuada, haja vista a dificuldade dos deficientes de ingressarem no mercado de trabalho. Desse modo, segundo o portal de notícias G1, 69% dos portadores de deficiências não são assalariados. Logo, faz-se mister a resolução da postura excludente de forma urgente para garantir os direitos proposto na Magna Carta.

Outrossim, é fundamental analisar que a discriminação prejudica o combate a essa problemática. Sob esse ponto de vista, o filme “Extraordinário”, baseado no livro da escritora norte-americana, R. J. Palacio, narra a vida de Auggie Pullman que ao ter uma deformidade facial é vítima de bullying na escola. Nessa perspectiva, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, cerca de 45% dos deficientes são vítimas de preconceitos no ambiente escolar. Portanto, irrefutavelmente, a padronização de identidade na sociedade é um fator importante na exclusão da diferença, como, replicada na obra cinematográfica.

Em vista dos fatos elencados, são necessárias medidas que extingam o capacitismo. Destarte, cabe ao Ministério do Trabalho implementar políticas públicas, por meio de investimentos em empresas que se comprometam a oferecer ofertas de empregos e acessibilidade aos portadores de deficiências, como anúncios em redes de comunicações, com a finalidade de garantir a isonomia. Ademais, o Ministério da Educação deve criar programas sociais, como eventos em institutos públicos e privados, por intermédio de palestras com deficientes e psicólogos, com o objetivo de anular os padrões sociais. Dessa forma, não sucederá novamente o ocorrido na Roma Antiga.