Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 10/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em  seu artigo 5° direito à igualdade inerente a todos os cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática com ênfase quando se observa os desafios para combater o capacitismo em questão no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiósa a ánalise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o capacitismo. Nesse sentido, a precariedade na educação, dificulta concluir o aprendizado especializado dos indivíduos portadores de determinada síndrome, contudo nesse caso, a educação aprimorada deve ser indíspensaveis. Essa conjuntura segundo o filósofo Jonh Locke é uma violação no “Contrato Social”, já que o estado não cumpre com seu dever de garantir esse direito social indispensável, assim como a igualdade, que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de inclusão na mídia como impulsionador do problema no Brasil. Nesse eixo, uma pesquisa feita pela “Fundação Ruderman Family Foundation” analisou que de 280 séries de TV e streaming, apenas 140 haviam personagens com deficência físicas. Logo, é inadimisível que esse cenário continue a perdurar.

Prende-se portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso é impreensidível que o estado, por intermédio de instituições especializadas na educação especial, inclua em todo ensino, seja ele básico ou superior, formas de suprir a necessidade de ensino qualificado. Assim, torna-se possível a construção e efetifação do “Contrato Social” de Jonh Locke.