Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 10/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5 ° que todos são iguais perante a lei, sem distinção de natureza, garantindo aos brasileiros e residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e á propriedade nos termos seguintes. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o capacitismo, dificultando, deste modo, a universalização desses direitos tão importantes. Dessa forma, em razão da lacuna de debate e da lacuna educacional, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que o silencimento é uma causa latente do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre o capacitismo, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.
Em segundo plano, outra causa para a configuração desse problema é a lacuna educacional. De acordo, com o fílosofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange o capicitismo, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema, visto que não tem trazido esse conteúdo para a sala de aula, com o objetivo de ensinar as crianças a terem respeito e inclusão de pessoas com deficiência na vida delas.
Portanto, para que a ideia defendida por Kant não seja apenas uma proposição teórica, uma intervenção faz necessária. Para isso, as escolas em parceira com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre o capacitismo no ambiente escolar. Tais eventos, podem ocorrer no período do contraturno, contando com a presença de professores e especialistas no assunto como psicólogos. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade a fim de que mais pessoas compreendam a importância da inclusão de pessoas com deficiência no cotidiano e se tornem cidadão atuantes na busca de resolução. A partir dessa informação, poderá se consolidar um Brasil melhor.