Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

No termo da Constituição Federal de 1988, no artigo 6º, todos possuem direitos à educação, saúde, trabalho, lazer e assistência social, livre de qualquer ato de discriminação. No entanto, no Brasil há desafios para combater o capacitismo, visto que parcela da população são discriminadas e excluídas da sociedade. Sob essa ótica, é evidente que à persistência de comportamentos preconceituosos ferem a dignidade da pessoa humana.

A princípio, vale destacar que o capacitismo é o um termo pejorativo para descrever a pratica de discriminação contra pessoas com alguma deficiência, sendo ela física, mental ou psicológica. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6.7% da população possuem problemas na estrutura fisiológica, anatômica ou cognitivo, como por exemplo, tetraplegia, dislexia e síndrome de Down. Além disso, esses indivíduos sofrem de depressão, ansiedade e transtorno de personalidade, uma vez que se sentem estigmatizados, como doido, louco e diferenciados. Consequentemente, a falta de preparação da sociedade para aceitar essas pessoas especiais, no meio social, acaba que os deixando-os de lado, menosprezado e inferiorizados.

Ademais, a exclusão de pessoas especiais é incontestável no corpo social. Conforme no filme “Intocável”, Philippe um empresário rico e tetraplégico é excluído da comunidade, por ser considerado inválido, o empresário contrata Driss um profissional sem experiencia de cuidador, os dois descobrem interesses em comum pela música e, logo, começam a trocar experiencias, o cuidador faz com que o seu patrão volte a viver, ser feliz e sentir-se aceito na comunidade. Porém, esse e o sonho de muitos deficientes, não querem um tratamento diferenciado, apenas, querem ser incluídos na educação, saúde, transporte e na coletividade. Contudo, os indivíduos “normais” devem adotar politicas publicas que os incluam em todas as atividades da esfera social.

Torna-se, portanto, necessário que o Estado não negligencie politicas ao combater do capacitismo no Brasil. Nesse sentido, é fundamental que o Estado em parceria com a Associação de Assistência à Criança com Deficiência crie projetos de inclusão, nas escolas e área trabalhista, de modo que o preconceito seja reduzido e esse público possa participar de maneira efetiva da comunidade. Também, os órgãos de assistência social devem acompanhar as famílias que possuem algum membro portador de deficiência, auxiliando com todo suporte necessário do Estado. Desta forma, a Constituição Federal terá total eficácia para a população brasileira.