Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A Constituição Federal, de 1988, garante uma série de direitos sociais, dentre eles o direito à isonomia. Entretanto, apesar de tal garantia, o que se percebe é a não aplicação dessa prerrogativa na prática, visto que os brasileiros enfrentam desafios para combater o capacitismo, culminando em diversos corolários, como a agressão verbal e psicológica infligida aos deficientes físicos e mentais. Dessa maneira, destaca-se a falta de políticas públicas e o silenciamento como causas notórias da problemática.
Em primeira análise, evidencia-se a ausência de ações estatais como geradora do óbice. Nessa lógica, Abraham Lincoln teceu críticas ao sistema político no geral, sempre reforçando a ideia de que a política é serva do povo e não o contrário. Com efeito, em se tratando dos obstáculos para o combate ao capacitismo, o que é percebido é justamente o oposto do que Lincoln defendeu, uma vez que não há um conjunto de planos, ações e metas públicas que visem a mitigação das principais consequências do impasse, como a falta de acessibilidade nas escolas, o que gera problemas sociais expressivos que seriam facilmente resolvidos caso houvesse mais interesse do Estado.
Ademais, nota-se o silenciamento como perpetuador do imbróglio. Em consonância a isso, a autora Martha Medeiros discorre em suas obras acerca da falta de debate social, ao afirmar que “o indivíduo silencia aquilo que não quer que venha à tona”. Desse modo, é evidente a relação entre a afirmação da escritora e as dificuldades para erradicar o capacitismo em território brasileiro, já que o Poder Governamental silencia a questão, pois seu debate traria a exposição e fundamentação de incontáveis consequências, como a exclusão dessa parcela da população do mercado de trabalho, ligada à concepção de incapacidade.
Portanto, é imperiosa a solução dos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Dessa forma, a população, por meio de um projeto social online, deve criar uma campanha de incentivo, com alcance nacional e representantes em todos os estados, que trabalhe paralelamente com ações governamentais, para que se possa cobrar maiores planos e investimentos públicos voltados para a educação de deficientes. Além disso, o Ministério da Educação, órgão supremo garantidor da educação e cidadania, por meio das escolas e universidades, deve promover oficinas, palestras e debates, em larga escala, sobre as formas nas quais o capacitismo se apresenta no cotidiano. Espera-se, dessa forma, que a população esteja inteirada quanto ao assunto e possa exercer seu protagonismo em parceria com o poder público