Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A consolidação do capitalismo juntamente com a Revolução Industrial exigiu avanços tecnológicos nas diversas áreas do saber, em especial, na medicina. Esses avanços incluem inovações voltadas para pessoas com deficiências, com vistas a garantir a igualdade e inclusão social dessas pessoas.

Apesar disso, atitudes capacitistas que ferem a capacidade de ir e vir desses indivíduos ainda permanecem na sociedade, muitas vezes mascaradas de ações solidárias. Tais atitudes podem partir inclusive de profissionais da área da saúde especializados em cuidados especiais a portadores de deficiências. O filme “Intocáveis” retrata bem essa situação: o personagem principal, tetraplégico, está insatisfeito com seus cuidadores que mesmo formados e habilitados para essa função o fazem se sentir incapaz e, como o próprio nome do filme, intocável, levando-o a contratar um ex-presidiário sem experiência na área, pois esse foi o único capaz de tratá-lo como um igual.

Ademais, é importante destacar que grande parte da população não tem conhecimento sobre os diversos tipos de deficiência existentes e suas limitações, tendendo a generalizá-las como uma atribuição de incapacidade ao indivíduo. Essa realidade decorre, principalmente, da ausência de discussões sobre esse assunto nas instituições de ensino, desde a educação básica ao ensino superior.

Portanto, a presente dissertação defende que o Ministério dos Direitos Humanos juntamente com o Ministério da Educação deve instituir políticas públicas de inclusão social de pessoas com deficiência nas instituições de ensino, iniciando na educação básica, visando garantir a convivência de crianças e jovens com e sem deficiência como iguais. Para isso, é necessário um programa de capacitação dos profissionais da educação, compreendendo desde professores a psicólogos ou psicopedagogos.