Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todas as pessoas tem o direito à vida e à liberdade, sem distinções de nenhuma natureza. Entretanto, no Brasil, alguns indivíduos enfrentam o problema do capacitismo, o que impede pessoas com deficiência de terem uma vida plena. Isso ocorre, pois, a representatividade das pessoas com deficiência é precária e porque falta uma maior responsabilização por atos de capacitismo.

Primeiramente, as pessoas com deficiência não são devidamente representadas na mídia. Por exemplo, é raro ver personagens em filmes, novelas e desenhos que tenham alguma necessidade especial. Dessa maneira, esse cenário de baixa representação contribui com a perpetuação de preconceitos como a noção de que um sujeito com deficiência é completamente dependente, inferior ou inútil para a sociedade.

Além disso, a inexistência de uma punição mais dura para casos de capacitismo facilita a perpetuação de tal prática problemática. Isso fica explícito com o uso, por algumas pessoas, das palavras “autistas” e “mongol” como xingamentos, fazendo alusão às pessoas com deficiências mentais. Assim, não responsabilizar os indivíduos capacitistas por suas falas preconceituosas  acaba por normalizar ações que ofendem, marginalizam e excluem pessoas com deficiência de um tratamento digno.

Logo, se faz necessária a tomada de medidas para combater o capacitsmo no Brasil. Portanto, o Congresso Nacional deve aprovar uma lei que criminalize o capacitismo, igualando-o juridicamente aos crimes de racismo e homofobia. Ademais, a mídia precisa investir na visibilidade de pessoas com deficiência, através do aumento do número de produções audiovisuais que tenham personagens com necessidades especiais em papeis importantes, tendo como finalidade fazer a sociedade entender, respeitar e principalmente empatizar-se com as pessoas com deficiência. Como consequência, tais medidas trarão a consciência necessária aos cidadãos brasileiros para combater efetivamente o capacitismo.