Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A Constituição de 1988, por intermédio de seu 3 artigo, constitui como um dos objetivos fundamentais do Brasil a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Conquanto, no contexto brasileiro atual, tal perspectiva não se faz presente, uma vez que há desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, atualmente. Dessa maneira, cabe analisar a carência estatal em prover medidas de infraestrutura eficientes que combatam o capacistismo e a má qualidade do ensino brasileiro.
Em primeira instância, é válido analisar a ineficiência governamental em apresentar políticas sociais que diminuam os preconceitos para com indivíduos deficientes. Desse modo, tal problema confronta o pensamento de “Pacto Social”, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, para ele é dever do Estado prover todas as ferramentas e mecanismos necessários para assegurar os direitos dos cidadãos, como, por exemplo, o direito fundamental a igualdade. À vista disso, uma grande parcela da população, devido, a sua condição física, é impossibilitada em se adaptar às escolas e ao mercado de trabalho, pois, geralmente, esses estabelecimentos não possuem as infraestruturas necessárias para promover a inclusão do indivíduo e seu pleno desenvolvimento.
Ademais, é importante ressaltar a baixa qualidade da educação brasileira como impulsionador do capacitismo. Nessa ótica, o Brasil ocupa a décima segunda posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que o país possui uma boa rede de ensino. Entretanto, na realidade brasileira esse ideal não é concretizado, pois as instituições de ensino apresentam apenas formação técnica do aluno , sem levar em conta as relações interpessoais que ele vá a ter futuramente. Desse modo, em consonância com o pensamento de que o indivíduo é aquilo que a educação faz dele, proposto por Immanuel Kant, é de vital importância a modificação do atual ensino tradicionalista brasileiro, por um que atenda as necessidades do combate ao capacitismo na sociedade contemporânea.
Urge, portanto, que os desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil sejam mitigados. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, modificar a didática pedágogica, a fim de instigar a criticidade infantil sobre a discriminação, preconceito e o aprendizado, sobretudo, acerca do capacitismo, para que o mesmo seja mitigado através do ensino. Outrossim, é também papel do governo, por meio de políticas inclusivas, facilitar o acesso de pessoas deficientes no mercado de trabalho, escolas e faculdades, apresentando, ainda, a infraestrutura necessária para acomoda-las. E assim, um dos objetivos fundamentais da Constituição poderão ser postos em prática.