Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Historicamente em Esparta, uma das principais pólis da Grecia Antiga, a prática da eugenia, que consistia no sacrifício de crianças com algum tipo de deficiência aparente, era algo extremamente comum. Contudo, mesmo com a garantia de igualdade a todos brasileiros, segundo a Constituição Federal de 1988 e a evolução intelectual das sociedades, esses indivíduos ainda enfrentam diversos desafios como o preconceito enraizado e a exclusão social.

Decerto, é possível observar que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quase um quarto da população brasileira é portadora de alguma deficiência. No entanto, o capacitismo, preconceito contra deficientes, ainda é notavelmente presente no país. Isso ocorre, devido a forma que esse grupo foi retratado ao longo dos séculos, como incapazes, tanto fisicamente como intelectualmente. Nesse vies, enquanto essa prática não for erradicada, o direito constitucional para essa parcela da sociedade será uma realidade distante.

Além disso, a exclusão social desse grupo pode ocorrer de várias maneiras, principalmente no ambiente escolar. Nesse sentido, é importante ressaltar que, nas escolas brasileiras que possuem mais de um andar não existe obrigatoriedade de construção de rampas ou elevadores para o acesso de portadores de deficiências. Ademais, é preciso destacar também que felizmente o aprendizado de LIBRAS se tornou uma matéria curricular obrigatória de qualquer curso de licenciatura, entretanto essa medida será somente eficaz em um futuro distante.

Diante disso, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execucao da PNE (Política Nacional de Educação), viabilize a criação de leis para a obrigatoriedade do ensino de LIBRAS em todas instituições e campanhas nas escolas do país de normalização dos portadores de deficiência, por meio de investimentos no setor educativo brasileiro, para que Brasil avance e a igualdade se torne uma realidade.