Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O físico Stephen Hawking foi considerado, por muitos, uma das mentes mais geniais dos últimos tempos. Com uma forma simples de ensinar física, seu livro “Uma Breve História do Tempo” foi “best-seller” por anos. Nessa perspectiva, por ser portador de Esclerose Lateral Ambiotrófica, ele sempre combateu o capacitismo em seus discursos. Dessa maneira, fica claro como deficientes são vistos, ainda, como em estado deprimente e indesejavel na sociedade e, em especial, o Brasil não está longe desse fato. Portanto, a falta de uma educação que mostre a gravidade dessa visão e a falta de grandes representações na cultura pop são problemas a serem combatidos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a educação é o caminho para combater grandes problemáticas sociais. Nesse contexto, é necessário que o capacitismo seja posto em debate desde cedo. Desse modo, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e que uma boa educação pode estimular o pensamento racional. Sendo assim, com a carência de debates os quais mostrem que um deficiente não precisa ser tratado como um ser deprimente, o resultado é uma visão retrógada, preconceituosa e discriminatória por parte dos indivíduos. Então, é mister que ocorra uma revolução nesse cenário.
Em segunda lugar, é importante destacar a representatividade da cultura pop na sociedade. Em vista disso, no Brasil, são poucas as personalidades ou personagens com deficiência. Dessa forma, o herói “Demolidor”, um advogado cego e mestre em lutas, revolucionou o cenário americano e vários jovens cegos indetificaram-se com a personagem. Assim, com a carência desse tipo de figura, as pessoas com deficiência, muitas vezes, sentem-se inferiores aos outros indivíduos, cenário inadimissível dentro de uma sociedade do século XXI. Em suma, mudanças devem ser feitas.
Logo, os desafios que persistem o capacitismo no Brasil não devem ser negligenciados. Destarte, urge que o Governo Federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de palestras e debates, implante matérias nas escolas e universidades que discutam os males da discriminação e, em especial, o capacitismo, para que, desde cedo, os jovens entendam como ela prejudica a vida de pessoas deficientes, haja visto que isso ajudará a revolucionar esse cenário. Também é mister o Estado, em parceria da mídia, por meio de campanhas, divulgue campanhas para promover personagens com deficiência, a fim de que esses indivíduos tenham a devida representatividade na cultura pop. Com isso, pessoas como Stephen Hawking não seriam tratadas como em um estado indesejado, deprimente e limitado.