Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Em primeiro lugar, é importante dizer que o combate ao capacitismo no Brasil é um assunto recente, que passou a ser bastante debatido junto com o aumento da repercussão no combate à homofobia, ao racismo e outros preconceitos. Ainda que o combate à discriminação contra pessoas que possuem alguma deficiência seja um assunto mais debatido atualmente, essa luta existe há decadas, visto que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 25% da população brasileira é portadora de algum tipo de deficiência.

Em suma, há uma sequência de fatores que levam o combate ao capacitismo ser algo mais repercutido com o tempo, como a evolução da tecnologia, que permite que o deficiente em questão tenha acesso à informações que não possuía antes. Certamente, um bom exemplo sobre a luta contra a discriminação com deficientes ocorre na série da Netflix produzida por Stefan Titze “Como vender drogas online (rápido)”, em que um dos protagonistas, Lenny, é paraplégico e luta contra o Capacitismo diariamente, apesar de já estar acosumado com piadas e ofensas.

De acordo com o físico Albert Einstein, “Tiste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Logo, é perceptível que o preconceito é algo enraizado na atual sociedade e é extremamente negativo, mas, por outro lado, é o preconceito que faz as lutas contra discriminações e desigualdes aumentarem.

Portanto, é notório que, conforme o tempo passa, o combate ao capacitismo aumenta, mas é algo que precisa ser mais debatido e democratizado. Por isso, é necessário que a Secretaria de Cultura, juntamente a pessoas deficientes que lutam contra a discriminação, promova palestras públicas tendo em vista a prevenção para que as pessoas não cometam o capacitismo e o auxílio para as pessoas que sofrem disso. Além disso, colaboraria para um problema estrutural de décadas que levou cerca de 25% da população brasileira a sofrer preconceito diariamente.