Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de desiguldades. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea brasileira é o oposto do que o autor prega, visto que o capacitismo ainda apresenta barreiras, pois quais são as impossibilitam o princípio da igualdade defendido por Tommaso. Diante disso, cabe pontuar tanto o preconceito social acerca dos deficientes quanto a falta de políticas socioeducativas, capaz de promover o respeito como fatores desse contexto.

Nessa perspectiva, é relevante ressaltar que as pessoas com limitações físicas e psicológicas, são alvos da ignorância humana e da discriminação. Sob essa ótica, consoante ao pensamento do filósofo Voltáire, “o preconceito é opinião sem conhecimento”. Nesse sentido, de forma análoga à postura social, é evidente que a prática dos agressores, são baseadas em uma lógica desumana, posto que o preconceito não é uma visão científica, e sim configura-se como um crime. Dessa forma, é imprescíndivel que o Governo interfira nesse atentado aos direitos humanos.

Ademais, outro ponto que vale destacar é a negligência das instituições públicas em garantir um ensino capaz de promover o respeito pela diferança. À vista disso, de acordo com o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, é direito de todos os cidadãos a educação e o bem-estar social. Contudo, a norma jurídica não é assegurada de forma universal, tendo em vista a escassez de medidas da União capazes de promover o respeito aos deficientes. Desse modo, cabe aos ministérios uma solução para essa problemática.

Urgem, pois, medidas para sanar esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Cidadania, estabelecer um projeto socioeducativo que teria como temática: “Sociedade do respeito”. Essa iniciativa ocorreria por meio de oficinas nas escolas públicas e contariam com a participação da família, a fim de garantir um ambiente conciliador e democrático que seja capaz de unir as diferenças e combater o capacitismo. Com isso, espera-se que a sociedade perfeita de Campanella seja alcançada.